O governo federal estuda adotar medidas para punir empresas que pressionem ou constranjam seus funcionários a manifestar apoio político a determinados candidatos ou grupos.

 A iniciativa foi anunciada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que informou a criação de uma força-tarefa para apurar denúncias de assédio político no ambiente profissional.


Entre as medidas em discussão está a possibilidade de restringir o acesso dessas empresas a linhas de crédito e financiamentos públicos. O governo também avalia a criação de uma lista para identificar empregadores envolvidos nesse tipo de prática.


A preocupação é impedir que relações de trabalho sejam utilizadas como instrumento de pressão política, especialmente em situações nas quais funcionários se sintam ameaçados ou constrangidos a demonstrar apoio a candidatos, partidos ou posicionamentos ideológicos para evitar prejuízos profissionais.


A proposta busca reforçar a proteção à liberdade de escolha dos trabalhadores e deixar claro que o poder econômico dos empregadores não deve ser usado para interferir nas convicções políticas de seus funcionários. As medidas ainda estão em discussão pelo governo.