Enquanto a safra goiana alcança a marca de cerca de 80 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, exigindo maquinário de alta tecnologia para substituir o corte manual, parte expressiva dessas colhedoras gigantes nasce dentro do próprio estado. A unidade industrial da John Deere, localizada em Catalão, consolidou-se como o principal polo global de fabricação de equipamentos para a sucroenergética da marca.
Histórico e expansão da unidade em Catalão
A história da planta industrial remonta a 1998, quando a companhia assumiu o controle da Cameco Industries. Inaugurada oficialmente em 1999 para focar na fabricação de colhedoras de cana, a unidade passou a integrar o grupo John Deere em 2002. Ao longo dos anos, o escopo de atuação foi ampliado. Em 2012, Catalão recebeu uma nova linha voltada para a produção de pulverizadores. Já em 2020, a fábrica iniciou a fabricação da CH950, inovadora máquina capaz de realizar a colheita de duas linhas de cana simultaneamente.
Capacidade produtiva e mercado internacional
Atualmente, a fábrica goiana produz as novas séries de colhedoras CH7 e CH9, além dos pulverizadores das séries M e 400R. Em 2024, a planta já respondia por aproximadamente 95% de toda a produção global de colhedoras de cana da John Deere. A capacidade instalada da unidade permite montar até 14 pulverizadores e seis colhedoras por dia, embora o ritmo efetivo varie conforme a demanda do mercado.
Esses equipamentos abastecem não apenas o mercado brasileiro e países da América Latina, mas também são exportados para mercados exigentes na Tailândia e em nações africanas.
Centralização global em 2029
O protagonismo da fábrica goiana ganhará um novo capítulo a partir do ano fiscal de 2029. A John Deere confirmou que toda a fabricação de colhedoras de cana mantida na cidade de Thibodaux, no estado americano da Louisiana, será integralmente transferida para Catalão, tornando a planta goiana a única responsável pela tecnologia no mundo.


