A família do advogado Davi Sebba divulgou posicionamento oficial após o julgamento que resultou na condenação de dois dos três acusados pelo assassinato do jurista, em Goiânia. Apesar de considerarem a decisão dos jurados um marco no reconhecimento da verdade dos fatos, os familiares contestaram o valor das penas impostas aos réus e manifestaram apreensão com a manutenção dos condenados em liberdade.
Conforme a nota emitida pelos parentes, Davi Sebba foi executado de forma brutal e sem possibilidade de reação. O documento destaca ainda que os responsáveis tentaram fraudar a cena do crime ao colocar uma arma no veículo da vítima, com o objetivo de criminalizá-la e simular um confronto no momento da abordagem.
Cobrança ao Ministério Público e risco de represálias
A não decretação da prisão imediata pelo juiz responsável pelo caso gerou indignação entre os familiares. A equipe jurídica da família informou que peticionará ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) o pedido de cumprimento imediato das sanções penais. Os parentes relatam temer pela própria integridade física e afirmam que a permanência dos réus soltos mantém um ambiente de insegurança.
Debate sobre controle de agentes públicos
No comunicado, os parentes do advogado ressaltam que o caso não deve ser tratado como um fato isolado, mas como um alerta para a gestão da segurança pública em Goiás. A família cobrou maior transparência na divulgação de índices de letalidade envolvendo agentes de segurança e defendeu o fortalecimento do controle externo exercido sobre a atividade policial no estado.
O Ministério Público de Goiás deve avaliar as solicitações apresentadas pelos assistentes de acusação nos próximos dias para definir se ingressará com recurso relativo ao tamanho das penas ou com novo pedido de decretação de prisão preventiva dos réus.


