O Quirguistão sedia nesta semana a sexta edição dos Jogos Mundiais Nômades, um evento que celebra as tradições de povos que mantêm o estilo de vida nômade. A competição reúne 3.000 atletas de 106 países, que disputam mais de 40 modalidades esportivas, abrangendo desde lutas e competições de força até esportes mentais e adestramento de animais.
Entre as modalidades que compõem o programa estão o tiro com arco a cavalo, a quebra de ossos e o adestramento de falcões. O destaque cultural fica por conta do Kok Buru, um jogo tradicional quirguiz onde cavaleiros disputam a carcaça de uma cabra para marcar pontos em uma caldeira, exigindo alto nível de força e controle dos competidores.
Participação brasileira no Quirguistão
Apesar da distância de 14 mil quilômetros, o Brasil está representado tanto nas arenas quanto nas arquibancadas. O lutador Guilherme Fugita competiu no wrestling estilo Alysh, modalidade centro-asiática focada na disputa por cintos. Além disso, equipes brasileiras participaram das provas de cabo de guerra e de esportes mentais. A inscrição para a maioria das categorias é aberta, dispensando seletivas formais.
A torcida brasileira, composta por cerca de 15 pessoas, tem se destacado pelo entusiasmo. O criador de conteúdo Leo Perillo, de 25 anos, organizou a viagem após acompanhar o evento pelas redes sociais. Segundo o paulista, o grupo utilizou vuvuzelas e manteve um clima festivo durante as disputas, superando em volume sonoro até mesmo a torcida local.
A organização dos Jogos Mundiais Nômades segue o calendário oficial do governo do Quirguistão. Interessados em acompanhar os resultados das próximas rodadas podem acessar os canais oficiais de comunicação do comitê organizador do evento.


