O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reagiu às manifestações que colocam em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas após o resultado das eleições presidenciais. Em pronunciamento nesta quarta-feira (4), o senador apontou uma contradição entre os questionamentos apresentados por setores do bolsonarismo e a aceitação dos resultados obtidos pelo mesmo sistema na escolha de representantes do Congresso Nacional.
Alcolumbre destacou que as urnas utilizadas no segundo turno são as mesmas que participaram da votação anterior, quando o Partido Liberal (PL) conquistou uma bancada expressiva na Câmara dos Deputados e Flávio Bolsonaro recebeu a maior parte dos votos na disputa presidencial. Para o presidente do Senado, não há coerência em considerar válido o equipamento em uma etapa da eleição e contestá-lo na seguinte.
Durante o discurso, ele lembrou que o sistema eletrônico tem três décadas de utilização no país e foi responsável pela eleição de 120 deputados federais do partido ligado ao candidato derrotado, além de mais de 20 senadores. Também mencionou a vitória de Lula no primeiro turno, quando o atual presidente superou o adversário por mais de dois milhões de votos.
“Essa mesma urna eletrônica serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição. Essa mesma urna eletrônica serviu para eleger 20 e tantos senadores”, afirmou.


