O PSDB articula a abertura de um processo de expulsão contra Felipe Cecílio, que disputou uma vaga de deputado federal pela sigla no último pleito. A medida é motivada por uma sequência de episódios que geraram forte desgaste interno durante e após a campanha eleitoral, além da recente divulgação de teorias sem provas sobre fraudes nas urnas.
A avaliação dentro da legenda é de que as declarações de Cecílio aprofundam a crise na sigla, que enfrentou dissidências internas em relação ao apoio concedido a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Dirigentes partidários consideram que a manutenção do filiado gera constrangimentos políticos e danos à imagem do partido em Goiás.
Histórico de divergências na chapa
A trajetória de Felipe Cecílio na disputa proporcional provocou atritos na reta final da campanha. O político protagonizou embates públicos, como o ataque à deputada federal Adriana Accorsi (PT) durante uma feira em Goiânia. Em outro episódio, ele gravou vídeos com acusações contra o companheiro de chapa, Professor Alcides, citando uma investigação de 2024.
A conduta do ex-candidato é apontada por lideranças tucanas como fator de desestabilização da chapa, que já havia perdido três nomes competitivos: Jeferson Rodrigues, Flávia Teles e Henrique Arantes. Os três ex-postulantes repassaram o apoio de suas bases a Cecílio e, posteriormente, acusaram o político de descumprir acordos financeiros assumidos durante a campanha.
Intervenção da Justiça Eleitoral
Além dos desentendimentos partidários, Cecílio envolveu-se no recolhimento indevido de windbanners de adversários nas ruas da capital goiana. O caso exigiu a intervenção da Justiça Eleitoral, que expediu ordem para a devolução do material apreendido.
O procedimento formal de expulsão deve ser apreciado pelos órgãos diretivos e pelo conselho de ética do PSDB nos próximos dias.


