O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que conta com mais de 4 milhões de inscritos, foi retirado do ar na noite de terça-feira (13.out.2026). A suspensão ocorreu por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que condicionou o retorno da ferramenta ao cumprimento de normas de identificação de propaganda eleitoral.

A plataforma, coordenada pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), é utilizada para a distribuição de áudios, vídeos e orientações aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a decisão, o canal poderá retomar suas atividades após o prazo de 48 horas, período no qual o envio de atualizações e a entrada de novos seguidores permanecem bloqueados.

Disputa judicial e registro

A ação foi movida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questionou a regularidade do funcionamento do canal. Embora Nunes Marques tenha reconhecido o registro formal da ferramenta pela campanha de Lula na mesma terça-feira, a suspensão foi mantida como medida de adequação às regras da Corte.

A defesa de Lula argumentou que o registro foi realizado apenas para atender à determinação do ministro, ressaltando que a administração do canal permanece sob responsabilidade de Janones e não sob supervisão direta da campanha presidencial. Antes da decisão, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, havia defendido que o tema fosse levado ao plenário do TSE para uma solução colegiada, citando a proximidade do segundo turno das eleições.

Reação de André Janones

Em vídeo publicado em seu perfil no Facebook, o deputado André Janones criticou a medida. “O canal ‘Exército do Lula’, que nunca divulgou fake news, foi retirado do ar”, afirmou. O parlamentar também questionou se a suspensão teria relação com a votação sobre o fim da escala de trabalho 6 por 1, que ocorria no mesmo período.

O canal deve permanecer inativo até o encerramento do prazo de 48 horas estabelecido pelo TSE. Informações sobre o andamento do processo podem ser consultadas no portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral.